REVISTA GUAIAÓ
  • Ficção

[ Ficção ]

O Resto da Floresta?

Mãos que tocam a natureza

por Natalia Barros fotografia Marcos Piffer Flor do homem Semente de presságios Do que somos feitos? Da fotossíntese do saber Da fruta proibida do conhecer O que sobra sem a sombra? Qual o pensamento sem o vento? Qual o sonho sem as águas? Qual a duração do tempo sem espaço? O deserto silencioso cresce civilizado [...]

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A TEORIA DO CAFEZINHO

CAFEZINHO

Por: José Roberto Torero Fotografia: Fabricio Lopes Amargo leitor, açucarada leitora, desenvolvi por estes dias uma tese que denominei “teoria do cafezinho”. Muitos dirão que ela tem a profundidade de um pires, mas acredito que outros, mais argutos, ou gentis, encontrarão ali uma nota muito útil à gastronomia e, quiçá, à vida. Tal conjectura nasceu da [...]

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Um café?

café

Por: Natalia Barros Fotografia: Reh Theiss duas palavras foi o que ela viu na caixa de mensagens  [duas flechas, um alvo]  ah, quanto tempo! foi tudo o que conseguiu pensar desprevenida  hesitou diante da porta da rua  a chance de não – não ir –  (a possibilidade de desinventar)  na calçada da cafeteria: sentiu a [...]

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Na cidade dos homens

Natalia Barros

na cidade dos homens
é possível sair do trabalho e passear
a casa é hábito
o encontro cria paisagens

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O adágio da cobra e da rã

Séria Flora - Marcos PIffer - Guaiaó 05 Ficção

Parecia o canto de um pássaro, muito forte, no jardim. O calor a tudo silenciava, menos aquilo. Às duas horas da tarde, não restava nenhuma sombra de dúvida, pude ver de perto: a rã na boca da cobra. Era uma rã amarela – com a transparência dos anfíbios – e uma cobra, rajada de verde e marrom, com papo amarelo e cabeça triangular. [...]

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MARÍTIMA – MAR, BELO MAR SELVAGEM

Literatura revista GUAIAÓ 04 - Foto de Marcos Piffer

Do quarto onde eu dormia dava para escutar o som do apito dos navios. Grave quase subcutâneo, ressoava diretamente no plexo solar. A cama parecia pequena para tanta história. Os navios sempre em movimento entre os países e continentes, sem trégua, num contínuo ir e vir. Pareciam sinalizar que assim era para ser. Sempre ouvia esse chamado na madrugada, entre sonhos. [...]

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Diário de um médico louco – Fragmento do romance

Paulo von Poser_ficção GUAIAÓ 03

“Que me seja permitido dizer estas palavras, antes de iniciar o diário propriamente dito. Elas farão com que o meu fardo seja mais leve. Vão me dar algum alento e certamente um pouco de paz, mas, sobretudo, coragem e algum calor ao meu coração. [...]

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Terra nova

Ilustração Bacia do Mercado do Paquetá - Por Paulo von Poser

Fato grosso, mala às costas, Zé d’Almeida conseguiu finalmente desembaraçar-se depois de um dia inteiro de aporrinhações. Sufocava naquele armazém em meio à barafunda de gente que o atordoava. Raios partam a sorte! [...]

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A PRAÇA E OS POETAS

Praça Mauá - Ilustração de Paulo von Poser

Pouca coisa há nesta cidade que se possa comparar às suas praças. Eu diria todas as praças, principalmente as do centro da cidade, José Bonifácio, Rui Barbosa, Alfândega, XV de Novembro e Visconde de Mauá – a Praça Mauá, como é mais conhecida. [...]

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